15 de agosto de 2009

Buscando a Nova...!

No sabado, 15 de agosto, faz uma tarde quente em Porto Alegre, nem um pouco comum neta epoca do ano no frio aqui nos Pampas. Com a missão de buscar a nova integrante da "familia" pego a estrada mais um final de semana. O problema é como saber seria conduzir pela 1° vez uma motocicleta que jamais pilotei, numa viagem de volta a minha cidade! Afinal são mais de 180 CV pra "domar".

Como de costume, minha noiva me acompanhou nesta Cruzada. Afinal tinha que ter a aprovação dela (Risos!).

















Tarefa facil se não fosse pela vontade de dar uma esticadinha na "maquina", o que não foi possivel, pois minha passageira não permitia tal interação com a moto.















Pelo menos, não na primeira viagem! Mas tudo bem, quem é paciente sempre chega lá... mas devagar, mas chega, (hehe).
Não tinha a menor noção de como era pilotar uma maquina como a R1, e devo dizer que me surprendi, pois muitos diziam que a moto tinha fama de "mal domada"... Mas se mostrou muito docil e estavel na estrada!


















Painel de facil reconhecimento e visualização, boa suspenção e ótimo sistema de freios!













Não tinha como não "pegar a febre", a R1 cai como uma luva para quem quer uma moto pra viajar, com um toque de esportividade desde que em boas estradas, é claro.
Todo o conjunto ajuda desde os farois (4 lampadas de 55W cada , H7) até o sistema de refrigeração que mesmo sendo um pouco fragil para rodar na cidade, se mostrou otimo desenpenho no percurso de estrada.



9 de agosto de 2009

Qual é seu sonho? O meu é andar de moto

Qual é seu sonho? O meu é andar de moto


Minha vida sempre foi norteada por sonhos. Quando menino, com 7 ou 8 anos de idade, voltava do colégio e passava numa revenda de tratores "Agrale". Na vitrine ficava exposto um ciclomotor da marca. Isso foi nos idos de 1977 ou 1978.

Mas eu lembro como se fosse hoje. Eu passava todo dia. Entrava na loja, ficava observando o ciclomotor, fazendo perguntas, admirando-o. E sonhando.

Mal sabia eu que naquela época, na pequena e pacata cidade de Palmitos (SC), estava sendo formado em mim um amor pelas duas rodas.

Quisera eu poder ter morado em cidades maiores nessa época. Quisera que meus sonhos fossem maiores do que um ciclomotor. Mas para um menino de 8 anos, morando numa pequena cidade, aquilo tudo estava de bom tamanho.

O tempo foi passando e alguns dos meus sonhos foram se realizando. Era 1985 quando meu pai — com bastante sacrifício — me deu uma Mobylete Caloy. Usada, claro. Vermelha e branca. Tinha um problema na bobina: quando aquecia demais, parava de funcionar. Mas mesmo assim me proporcionou muitos momentos de prazer. Ali começava uma verdadeira paixão pelas duas rodas.

Depois disso, acho que nunca mais consegui ficar sem moto. Assim como muitos dos leitores aqui do MOTO.com.br, tenho histórias com cada uma delas.

Mas quero continuar a falar de sonhos. Mais especificamente sonhos com motos.

Um dia ouvi um ditado "Já que sonhar não custa nada, sonhe alto". Eu tenho feito isso há um bom tempo. Uns 3 anos antes de ter a FJR 1300 (minha moto atual) eu sonhava com ela. Tinha como papel de parede no meu computador a foto dela. Antes disso, eu tinha como papel de parede a foto de uma TDM 900 (que também tive o prazer de possuir).

No meu blog, recebo quase sempre e-mails de irmãos motociclistas comentando que possuem a moto X mas que sonham com a moto Y, ops, Z para não dar polêmica :-)

Alguns dizem “acho que nunca vou conseguir, mas meu sonho é...”. Outros são mais audaciosos. Eu vou além: sonhe, trabalhe, seja honesto, plante coisas boas e você vai colher coisas boas.

E os sonhos em relação às viagens? Quem de nós nunca sonhou com a tão falada "Ushuaia"? Ou então com o "Deserto do Atacama"? Machu-Pichu? Nordeste do Brasil? O sul, para quem ainda não conhece. Temos tantos sonhos, em tantas áreas, que as vezes parece que é difícil 'escolher' qual é o nosso melhor sonho!

Um dos meus atuais é continuar viajando de moto. Na verdade, sonho em chegar aos 87 anos viajando de moto (não me pergunte o porque desse número).

Da época do ciclomotor Agrale até hoje muita coisa mudou. Os cabelos brancos já começam a aparecer, o casamento, um casal de filhos, a empresa. Tive que amadurecer mesmo sem querer. Ainda lembro do ciclomotor na vitrine. Azul. Lindo.

Quando olho para trás, vejo que sonhei baixo. Conheci lugares que jamais imaginei que conheceria. Vi paisagens que só tinha visto em filmes. Passei por locais que só conhecia através de livros. E apesar de tudo isso, continuo a sonhar... continuo sonhando com a próxima viagem, o próximo destino, a próxima paisagem...

Será que o amor às duas rodas nos faz assim? Será que a 'liberdade' tão falada do motociclista é isso? Será que esse desejo de conhecer o 'novo' faz parte da nossa paixão?

Não sei... mas tenho certeza de uma coisa: eu continuarei a sonhar. Esse mundo ainda tem muito para me mostrar. E eu não vou parar. Enquanto Deus permitir, sonharei... e se Ele quiser, viajarei — de moto, claro!

E você ? Teu sonho é ter 'aquela' moto? Ou é conhecer 'aquele' lugar? Comente, conte-nos um pouco dos teus sonhos.

Forte abraço e bons caminhos!


Eldinei "P.P." Viana


ppviana@gmail.com


www.viajantesolitario.com.br


Fonte: moto.com.br



Moto: Viver sem ela ou morrer com ela?

Moto: Viver sem ela ou morrer com ela?

Peço desculpas aos milhões de leitores que acompanham minha coluna!!!. Estou atrasado, sei disso. É que nos últimos dias tivemos muito trabalho em nossa empresa, e tenho que trabalhar se quiser continuar viajando de moto. É a vida!

Li dias atrás uma coluna do Reinaldo, aqui no MOTO.com.br, onde ele contava sobre a trágica morte de um irmão motociclista, seu amigo. Bem nesses dias aconteceu aquele fato das 'bikes' que atropelaram os policiais em São Paulo, acabando em morte. Triste acidente.

Tudo isso me faz pensar sobre qual o objetivo de termos nossas motos. Eu não sei sobre você, mas para mim, elas servem como lazer e não como instrumento de suicídio ou causador de acidentes.

Tenho moto há mais de 20 anos, e nunca até hoje tive um acidente grave. Quando tinha 16 anos caí 2 vezes, mas de bobeira (era o meu primeiro ano com moto, então, dê-me um desconto).

Alguns me chamam de 'coxinha', pois minha média para viajar é de 120 a 140 Km/h, quando a estrada assim permite. São raras as vezes que passo disso, ou dou uma 'espichada'. E nem adianta querer dizer que a moto não leva à isso, pois a velocidade final real da FJR 1300 é de 245 Km/h aferidos. Ou seja, uns 270 Km/h no velocímetro.

Esses acidentes, muitos causados por terceiros, mas muitos causados pela imprudência do motociclista, poderiam ser evitados se todos tivéssemos o bom-senso de não querer quebrar recordes de velocidade.

Veja um caso: Tenho um amigo que 'destruiu' três CBR-1000 em um ano. Isso mesmo, três. Perda total em todas. E acho que na maioria dos casos ele estava 'um pouco para lá de Bagdá'. Além da alta velocidade, claro!

Na última vez, perguntei para ele "Fulano, você quer se matar? É isso? Porque não tem outra explicação." e complementei "Cara, a moto é para nosso lazer, para curtirmos, não para ficarmos andando a 300 Km/h e colocando em risco a nossa vida e a vida dos outros".

É como no caso de São Paulo, com os policiais. Em fóruns que participo, muitos irmãos motociclistas comentam que depois daquele acidente, a polícia mudou completamente com os motociclistas, sendo mais duros, mais exigentes e até em alguns casos preconceituosos. Os bons pagam pelos erros dos outros.

Atualmente várias marcas estão fazendo "Racing Day's" e afins. Se você quer andar mesmo, vá para um autódromo. Tenho um amigo que começou fazendo um curso de pilotagem e hoje corre em campeonatos (ele é conhecido como Pato Branco). Faça isso se você quer mesmo andar bem.

Claro que as vezes até os mais 'prudentes' cometem erros. Foi isso que aconteceu comigo há cerca de 1 ano atrás.

Eu estava viajando para Gramado/Canela de moto. Andava a uns 120 Km/h. De longe avisto um ônibus escolar, andando devagar. Quando abro para podar, vejo que tem um trevo à frente. Cálculo que daria tempo. Quando estou 'ao lado' do ônibus, ele abre para podar um caminhão, sem nem tomar conhecimento da minha presença.

Para não dar em 'cheio' nele, abri para a esquerda. Mas tem o trevo. Penso rapidamente em entrar no trevo na contramão, mas eu cairia pela velocidade da moto. Única alternativa seria 'subir' o trevo. Firmo o volante, freio com tudo (a FJR tem ABS), miro bem e me preparo para o impacto.

A altura do 'meio-fio' era da altura da minha bota, ou seja, até a minha canela. A valente FJR se saiu bem. Roda dianteira quebrada, roda traseira também, baú quebrado, mas a moto nem caiu. Parou em pé. Lição duramente aprendida: Nunca mais tentei aproveitar ultrapassagens em trevos, mas continuo sem acidente grave e quero permanecer assim até o final da minha carreira.

E você? O que pensa de tudo isso? É a favor ou contra andar 'com o cabo enrolado'? Prefere viver sem ela ou morrer com ela?

Forte abraço e bons caminhos !

Eldinei "P.P." Viana
ppviana@gmail.com
www.viajantesolitario.com.br



Fonte:
Equipe MOTO.com.br