24 de fevereiro de 2012

Motos Premium ao seu alcance



Motos Premium ao seu alcance

13 de Fevereiro de 2012

Carlos Bazela

O brasileiro está comprando mais e também está cada vez mais otimista quanto a isso. Segundo pesquisaDatafolha divulgada no início deste ano, para 41% dos entrevistados, o poder de compra irá aumentar nos próximos meses, número maior do que os 33% que tinham esse mesmo palpite em junho do ano passado. Com a economia favorável e muitos brasileiros ascendendo em classes sociais, pode-se dizer que o nosso mercado se tornou uma verdadeira meca para as chamadas marcas Premium. Jóias, roupas de grife e carros de luxo passaram a ser vistos com mais frequência em nosso cotidiano.
Com as motos não poderia ser diferente. De acordo com dados dos emplacamentos de motocicletas, em 2005 foram 15.087 motocicletas vendidas com motorização acima de 500cc. Esse número saltou para 45.767 unidades em 2011. Desta forma, marcas do mundo todo iniciaram suas movimentações para firmar o pé por aqui e garantir a sua fatia do bolo.
Foi o que aconteceu com a norte-americana Harley-Davidson, por exemplo, que iniciou oficialmente suas operações por aqui no ano passado, eliminando o distribuidor intermediário. “Com o crescimento da economia brasileira, a Harley-Davidson estabeleceu sua própria subsidiária em São Paulo e passou adesempenhar um papel mais direto e ativo em suas operações no mercado brasileiro”, explica Longino Morawski, diretor da Harley-Davidson do Brasil.
E isso está dando certo? Os números falam por si. Em um ano, a marca já conta com mais de 750 motos vendidas do modelo Dyna Super Glide Custom, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Um montante respeitável, considerando-se que estamos falando de uma moto que custa, em média, R$35 mil. Além dela, a marca americana anunciou que este ano terá disponíveis para o público brasileiro outros 18 modelos, incluindo a CVO Ultra Classic Electra Glide, que custa R$104,9 mil. Ao todo, a Harley-Davidson vendeu 4.322 unidades em 2011.
Mercado de ouro
Mais uma prova do bom momento das motos Premium no Brasil foi a chegada da italiana MV Agusta. Com sede em Varese, a marca inaugurou aqui a única linha de montagem fora da Itália. Assim, no final do ano passado, começou a produção das duas versões da naked Brutale e da superesportiva F4 na fábrica da Dafra, em Manaus (AM). “As negociações [entre MV Agusta e Dafra] começaram um ano antes do anúncio oficial da chegada da marca e o plano sempre foi montar as motos aqui”, afirma Marcus Vinicius Santos, gerente da MV Agusta.
Ao investir em uma linha de montagem nacional, a marca italiana também abriu mão dos contratos com importadores independentes, o que reduziu consideravelmente os custos. Uma F4, por exemplo, chegou a bater a casa dos R$ 100 mil quando era importada e agora sai por R$ 68 mil, enquanto as versões “brasileiras” da Brutale R e RR são vendidas por R$ 52 e R$ 60 mil, respectivamente.
Outra marca que, aliás, inaugurou esse mesmo sistema de linha de montagem é a BMW Motorrad. Também parceiros da Dafra, a marca produz hoje em Manaus três modelos e importa outros nove. Dentre eles, a superesportiva BMW S 1000 RR, cuja versão de entrada custa R$ 61,4 mil e fechou 2011 com 631 unidades vendidas no Brasil, segundo a Fenabrave. "De 2007 para 2011 tivemos um crescimento de sete vezes em volume de vendas”, Henning Dornbusch, presidente da BMW do Brasil, que apenas com esse modelo faturou mais de R$ 38 milhões.
Sobre o mercado, comemora: a felicidade com os números do mercado brasileiro vai ainda mais além. No último Salão Duas Rodas, em outubro passado, a BMW apresentou mundialmente a G 650 GS Sertão, quarto modelo montado em Manaus, que também será produzida em Berlim, na Alemanha e exportada para toda a Europa com a mesma nomenclatura. “O Brasil ocupa a sétima posição nas vendas mundiais da BMW, mas estamos em ritmo acelerado para ocuparmos o sexto lugar”, revela Rolf Epp.
Quem compra uma moto dessas?
O perfil do consumidor que adquire uma motocicleta Premium costuma seguir os mesmos padrões de cliente que tem outros produtos das mesmas características. “Normalmente ele é jovem, tem entre 30 e 50 anos e compra à vista”, diz Sérgio Augustus Silva, gerente de vendas da concessionária Intercar MV Agusta. Conhecer bem o produto também é mais do que essencial para quem está atrás do balcão. “Setenta por cento dos clientes que vem aqui para comprar uma F4, por exemplo, já conhecem a moto”, confirma Silva.
Cláudio Conte, gerente comercial da Caltabiano BMW Motos, não vê a idade como um grande diferencial: “Não temos um padrão. A gente vende para clientes de 19 a 50 anos”. Entretanto, ambos concordam quanto a necessidade do vendedor ser bem preparado nesse mercado. “Excelência em atendimento é essencial. Aqui, nós não vendemos apenas a moto que o cliente quer. Nós vendemos a moto que vai atender às necessidades dele”, diz.
Tradicional no ramo de automóveis, o Grupo Caltabiano representa marcas de luxo como Mini, Volvo, Mercedes-Benz, Chrysler e, hoje, conta também com lojas da BMW Motorrad, sendo a primeira delas localizada no endereço mais exclusivo de São Paulo, a Rua Oscar Freire. “O mercado de motos de luxo está acompanhando o crescimento do mercado nacional”, afirma Conte. O Grupo Caltabiano também se consagrou como o maior revendedor de motos da marca no mundo, com um total de 1009 unidades vendidas, ultrapassando a italiana Roma BMW, antiga campeã invicta.
Quem também resolveu pegar carona no mercado das motos de alto padrão foi o Grupo Auto Star, que acrescentou a Harley-Davidson ao portfólio de marcas que já contava com BMW Automóveis, Land Rover, Volvo e Mini. Nesse caso, o representante aliou o perfil sofisticado do público com a paixão pelo ícone das duas rodas. Ou, como diz o diretor Maurício Portella, “O consumidor Harley-Davidson puro, que tem o desejo e o sonho somente concentrado nas motos da marca americana”.
Preparadas para vender
Com o mercado brasileiro de consumidores Premium despertando tanto interesse, a concorrência seria inevitável. Portanto, para vender mais, as marcas se armam como podem. É o caso da Honda, que no final do ano passado criou o conceito “Dream”, que engloba atendimento diferenciado nas concessionárias na hora da venda e do pós-venda de motos acima de 450cc. “Nessa nova abordagem da Honda para o segmento acima de 450cc, sabemos que a venda é apenas o início do nosso trabalho”, afirma Ricardo Susini, gerente de vendas da Moto Honda da Amazônia.
Além de já contar com 73 revendas habilitadas com o conceito Dream, a marca japonesa investe pesado em novos modelos. Apenas em 2011, a Honda trouxe a big trail XL 700V Transalp, a sport touring VFR 1200F, a CBR 600F, e a naked CB 1000R. As novas motos integram o portfólio de maior cilindrada ao lado das veteranas CBR 600RR, CBR 1000RR CB 600F Hornet e GL 1800 Goldwing. Mas vale ressaltar que a Honda deverá apresentar muitas novidades para o segmento Premium. “Liderança é o objetivo. Trabalhamos para ser líder em tudo. A Honda quer a liderança absoluta. Queremos 50% mais 1 do mercado”, finaliza Susini.
Novos modelos também é a estratégia da MV Agusta, que já estuda trazer a superesportiva F3 e a Brutale 675, modelos recém-lançados na Itália. “Os modelos de média cilindrada tem sido um diferencial para a MV Agusta como um todo e estamos planejando traze-las no começo de 2013”, diz Marcus Vinícius, gerente da MV Agusta.
Já Ricardo Suzuki, Gerente de Planejamento da Kawasaki, está mais tranquilo quanto à concorrência. “Cada marca tem a sua cara e seu consumidor fiel. Por isso, é mais importante para nós na Kawasaki ter um produto de qualidade para oferecer a ele”, conta. Assim sendo, tem mercado para todo mundo, uma vez que as motos de alto valor agregado ainda é um segmento que mexe com o imaginário do consumidor: “Moto ainda é uma compra emocional”, conclui Suzuki. E você, que sempre sonhou com uma máquina dessas, já escolheu a sua moto Premium? Opções não vão faltar.
Fotos: Divulgação


Fonte:
Agência Infomoto

2 de fevereiro de 2012

Lançada a Honda CBR250R

A HONDA CBR 250R acabou de ser lançada na Europa e tudo aponta para que ela chegue no Brasil até o final de 2011. O segmento faz muito sucesso no Brasil e já tem a Kawasaki Ninja 250R e a Kasinski Comet GT-R 250. A entrada da Honda nesta briga é saudável e pode ainda atrair outras marcas, como a própria Yamaha, com uma versão esportiva da sua fazer 250.
Veja o vídeo promocional:
Honda CBR 250R
Honda CBR 250R, uma combinação de três cores


A Honda informa que o motor é totalmente novo, um monocilíndrico de 249 cc, 4 válvulas, refrigeração líquida que favorece o consumo eficiente de combustível, alimentado por sistema de injeção eletrônica PGM-Fi que é capaz de entregar a potência máxima de 26 cv a 8.500 rpm e o torque a 2,45 kgf.m a 7.000 rpm. O cilindro é revestido por níquel-cromo-molibdênio para reduzir o atrito. A moto ainda conta com um câmbio de 6 marchas.
Ela pesa 162 kg, freio dianteiro a disco de 296 mm e 220 mm atrás, além da opção do sistema anti-travamento de ação combinada C-ABS e  chassis de dupla viga de aço. A CBR 250 será a nova opção para aqueles que buscam sensações esportivas sem um grande desembolso. A altura do banco é de 780 mm e a postura da pilotagem é entre a esportiva e a ereta. Sem dúvida, a carenagem integral e o para-brisas são dois dos elementos importantes na CBR 250R, garantindo conforto ao condutor e passageiro em viagens de longa distância e/ou em alta velocidade. A moto contará com um painel pequeno e bem objetivo: velocímetro, hodômetro, indicador de temperatura do motor, indicador de gasolina multi-segmento e hodômetro parcial, iluminados em azul.
Honda CBR 250R Preta
Honda CBR 250R Preta
FICHA TÉCNICA
Motor: 249,4 cc, 1 cilindro, 4 válvulas por cilindro, duplo comando no cabeçote, refrigeração líquida
Diâmetro x curso: 76 mmx 55 mm
Taxa de compressão: 10,7:1
Potência: 26 cv a 8.500 rpm
Torque: 2, 44 kgf.m a 7.000 rpm
Alimentação: injeção eletrônica
Câmbio: 6 marchas
Chassi: diamond em tubos de aço
Suspensões: garfo telescópio na dianteira e monoamortecida ajustável na traseira
Pneus: 110/70-17 na dianteira e 140/70-17 na traseira
Freios: disco de 296 mm com pinça de dois pistões na dianteira e disco de 220 mm com pinça de dois pistões na traseira
Comprimento: 2.030 mm
Largura: 709,5 mm
Altura do banco: 780 mm
Altura total: 1.127 mm
Distância livre do solo: 148 mm
Entre-eixos: 1.369 mm
Peso: 162 kg (a seco)
Tanque de combustível: 13 litros

18 de setembro de 2011

As 10 motos que mudaram a história das Duas Rodas!


10 – 1914 Indian 998 cm³

TOP 10: MOTOS QUE MUDARAM A HISTÓRIA


     Da primeira fábrica de motocicletas na Alemanha, em 1894, a tecnologia embarcada que salva vidas, o mundo das duas rodas teve seus modelos revolucionários. Que mudaram conceitos, seja pela beleza ou pelo pioneirismo. Para descobrir a história dessas criações, selecionamos dez motos que mudaram os rumos da história. Confira abaixo a nossa lista.
     A Indian Motorcycles Manufacturing Company foi fundada em 1901. Antes da primeira guerra mundial, a marca era considerada o maior fabricante de motos do mundo. A grande contribuição da Indian surgiu em 1914, com o modelo Indian 998 cm³ – nome alusivo à capacidade do motor aplicado. Foi a primeira motocicleta da história com partida elétrica e suspensão traseira com sistemas de braços oscilantes. Para muitos à época, era vista como a moto mais confiável de todos os tempos.
9 – A primeira motocicleta com motor quatro cilindros em linha
      Especializada na produção de armamentos bélicos, a indústria belga FN (Fabrique Nationale de Herstal) criou o primeiro motor de quatro cilindros em linha para motos, em 1905. Primeiramente com 365 cm³, passou para 410 cm³ no ano de 1906 e 498 cm³, em 1910. Outra curiosidade era a ausência de suspensão na traseira. No ano seguinte (1911), a moto da FN evoluiu ao receber um câmbio de duas marchas e embreagem.
8 – BMW K100, a primeira moto com freios ABS
     Entre 1983 a 1992, a BMW produziu o modelo K100, como motor de quatro cilindros em linha montado longitudinalmente. Contudo, a grande inovação apareceu, em 1988. Chegava às lojas a K100 com freios ABS. Foi a primeira moto equipada com sistema de freios antitravamento.
7 – Honda GL 1800 Gold Wing, a primeira com air bag
     Capacidade cúbica e equipamentos dignos de automóveis de luxo. A Honda GL 1800 Gold Wing traz, além do motor de 1.832 cm³, sistema de áudio, freios ABS, controle de velocidade, marcha à ré e três compartimentos para bagagens com abertura por controle remoto. Em 2007, a motocicleta ganhou também o air bag – o primeiro para motocicletas. O equipamento funciona por meio de quatro sensores que fazem uma leitura do impacto frontal e acionam a bolsa inflável para amortecer e reduzir o impacto do piloto.

6 – Yamaha RD50, a primeira moto fabricada no Brasil
     A produção da Yamaha RD 50 começou em 1974, na cidade de Guarulhos (SP). Com motor de dois tempos e 50 cc, atingia a velocidade máxima de 80 km/h. A primeira moto fabricada no Brasil tinha como novidade o sistema de admissão diretamente no cilindro. O conjunto de suspensão dianteiro era composto de garfo telescópico com molas externas e, na traseira, braço oscilante com duplo amortecimento. Ambos os sistemas de freios (na dianteira e traseira) eram a tambor.
5 – Honda CB 750
     A famosa “sete galo” debutou no salão de Tóquio, de 1968. O motor de quatro cilindros em linha de 736 cm³, alimentado por quatro carburadores, levava o motociclista aos 192 km/h de velocidade máxima. A transmissão era de cinco marchas. Trazia duas grandes novidades: o freio a disco na dianteira e o comando de válvulas no cabeçote. Além disso, com seu preço acessível, é responsável pela expansão da marca Honda e queda das marcas britânicas, como Triumph e Norton. No final dos anos 90, foi eleita a moto do século.
4 – Suzuki GSX-R 750
      Com desempenho de moto de competição, essa Suzuki “civil” estreou no mercado, em 1985. Seu motor de quatro cilindros em linha, DOHC (duplo comando de válvulas no cabeçote) e 16 válvulas desenvolvia 106 hp de potência máxima a 10.500 rpm e 6,52 kgfm a 8.000 rpm de torque máximo. A GSX 750 utilizava o SACS (Suzuki Advanced Colling System), um sistema que refrigerava os cilindros e pistões com o próprio óleo do motor. Desenvolvido pelo engenheiro Etsuo Yokouchi, foi amplamente empregado pela marca de 1985 a 1992 e ditou tendências no segmento de esportivas: foi uma das primeiras motos de rua projetada para ser a mais rápida nas pistas.
3 – Triumph Thunderbird 650
     A bi-cilíndrica Triumph Thunderbird 650, pilotada pelo ator Marlon Brando, ficou eternizada no filme “O Selvagem” (The Wild One, 1953). A naked era o sonho dos motociclistas na década de ouro – visual refinado, bom desempenho, enfim uma moto com cara de moto. Fundada em 1887, por Segfried Bettman e Mauritz Schulte, em 1887, a companhia iniciou a fabricação de motocicletas em 1902 e chegou a ser uma das maiores do mundo. Depois de quase falir e renascer, a Triumph continua até hoje fabricando motocicletas na Inglaterra.
2 – Vespa
     Impossível falar de motos revolucionárias e não citar a charmosa Vespa. Construída pela italiana Piaggio depois da II Guerra Mundial, com pequenos motores dois tempos usados para dar partida nos aviões. Criada para ser um meio de transporte barato e acessível, a Vespa fez enorme sucesso pela sua simplicidade, robustez, elegância e, acima de tudo, baixo custo. E, depois que Gregory Peck levou Audrey Hepburn para dar uma volta em Roma no filme “A Princesa e o Plebeu”, o pequeno scooter ganhou notoriedade mundial. Fabricada até hoje, a Vespa é Cult.
1 – A primeira Harley-Davidson
     Dois visionários chamados Arthur Davidson e William S. Harley adaptaram um antigo motor num quadro de bicicleta. Essa idéia resultou no início da marca mais cultuada de todos os tempos: a Harley Davidson. Entretanto, a primeira motocicleta H.D apareceu em 1904. A Silent Grey Fellow tinha motor monocilíndrico de 494 cm³ e desenvolvia 6,5 cv de potência máxima. Sua produção durou até 1912. Já o primeiro motor V-Twin da Harley Davidson apareceu em 1909.
Texto : Rafael Poci Déa   /  Fotos : Infomoto.
Fonte: Agência Infomoto

Equipe: ArquivoMOTO