9 de julho de 2009

Moto: Viver sem ela ou morrer com ela?

Moto: Viver sem ela ou morrer com ela?

Peço desculpas aos milhões de leitores que acompanham minha coluna!!!. Estou atrasado, sei disso. É que nos últimos dias tivemos muito trabalho em nossa empresa, e tenho que trabalhar se quiser continuar viajando de moto. É a vida!

Li dias atrás uma coluna do Reinaldo, aqui no MOTO.com.br, onde ele contava sobre a trágica morte de um irmão motociclista, seu amigo. Bem nesses dias aconteceu aquele fato das 'bikes' que atropelaram os policiais em São Paulo, acabando em morte. Triste acidente.

Tudo isso me faz pensar sobre qual o objetivo de termos nossas motos. Eu não sei sobre você, mas para mim, elas servem como lazer e não como instrumento de suicídio ou causador de acidentes.

Tenho moto há mais de 20 anos, e nunca até hoje tive um acidente grave. Quando tinha 16 anos caí 2 vezes, mas de bobeira (era o meu primeiro ano com moto, então, dê-me um desconto).

Alguns me chamam de 'coxinha', pois minha média para viajar é de 120 a 140 Km/h, quando a estrada assim permite. São raras as vezes que passo disso, ou dou uma 'espichada'. E nem adianta querer dizer que a moto não leva à isso, pois a velocidade final real da FJR 1300 é de 245 Km/h aferidos. Ou seja, uns 270 Km/h no velocímetro.

Esses acidentes, muitos causados por terceiros, mas muitos causados pela imprudência do motociclista, poderiam ser evitados se todos tivéssemos o bom-senso de não querer quebrar recordes de velocidade.

Veja um caso: Tenho um amigo que 'destruiu' três CBR-1000 em um ano. Isso mesmo, três. Perda total em todas. E acho que na maioria dos casos ele estava 'um pouco para lá de Bagdá'. Além da alta velocidade, claro!

Na última vez, perguntei para ele "Fulano, você quer se matar? É isso? Porque não tem outra explicação." e complementei "Cara, a moto é para nosso lazer, para curtirmos, não para ficarmos andando a 300 Km/h e colocando em risco a nossa vida e a vida dos outros".

É como no caso de São Paulo, com os policiais. Em fóruns que participo, muitos irmãos motociclistas comentam que depois daquele acidente, a polícia mudou completamente com os motociclistas, sendo mais duros, mais exigentes e até em alguns casos preconceituosos. Os bons pagam pelos erros dos outros.

Atualmente várias marcas estão fazendo "Racing Day's" e afins. Se você quer andar mesmo, vá para um autódromo. Tenho um amigo que começou fazendo um curso de pilotagem e hoje corre em campeonatos (ele é conhecido como Pato Branco). Faça isso se você quer mesmo andar bem.

Claro que as vezes até os mais 'prudentes' cometem erros. Foi isso que aconteceu comigo há cerca de 1 ano atrás.

Eu estava viajando para Gramado/Canela de moto. Andava a uns 120 Km/h. De longe avisto um ônibus escolar, andando devagar. Quando abro para podar, vejo que tem um trevo à frente. Cálculo que daria tempo. Quando estou 'ao lado' do ônibus, ele abre para podar um caminhão, sem nem tomar conhecimento da minha presença.

Para não dar em 'cheio' nele, abri para a esquerda. Mas tem o trevo. Penso rapidamente em entrar no trevo na contramão, mas eu cairia pela velocidade da moto. Única alternativa seria 'subir' o trevo. Firmo o volante, freio com tudo (a FJR tem ABS), miro bem e me preparo para o impacto.

A altura do 'meio-fio' era da altura da minha bota, ou seja, até a minha canela. A valente FJR se saiu bem. Roda dianteira quebrada, roda traseira também, baú quebrado, mas a moto nem caiu. Parou em pé. Lição duramente aprendida: Nunca mais tentei aproveitar ultrapassagens em trevos, mas continuo sem acidente grave e quero permanecer assim até o final da minha carreira.

E você? O que pensa de tudo isso? É a favor ou contra andar 'com o cabo enrolado'? Prefere viver sem ela ou morrer com ela?

Forte abraço e bons caminhos !

Eldinei "P.P." Viana
ppviana@gmail.com
www.viajantesolitario.com.br



Fonte:
Equipe MOTO.com.br

8 de julho de 2009

Gasolina Adulterada

GASOLINA ADULTERADA

Os motociclistas brasileiros passaram a conviver com um perigo potencial: o de encher o tanque de suas motocicletas com combustível adulterado (ou "batizado", como é chamado popularmente). O "batismo" é feito com a adição de substâncias estranhas à composição básica da gasolina, do álcool ou do diesel. Essas substâncias podem causar avarias sérias em seu veículo.

Toda gasolina deve obedecer a padrões mínimos de qualidade estabelecidos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). Infelizmente, pessoas inescrupulosas buscam o lucro fácil com práticas que podem avariar os veículos e a saúde das pessoas, já que a adulteração pode aumentar a emissão de poluentes. As adulterações mais comuns são misturar a gasolina com solventes ou adicionar à gasolina uma porcentagem de álcool anidro acima da estabelecida por lei (atualmente, ela é de 25%).

As motocicletas que saem das fábricas (e as que são trazidos ao País por importadores oficiais) têm seus componentes mecânicos e eletrônicos regulados e programados para trabalhar com um combustível que siga os padrões da ANP. Quando um motorista coloca no tanque uma gasolina adulterada, passa a correr o sério risco de causar danos graves ao veículo.

Primeiro, porque este não está preparado para funcionar com aquele combustível. Segundo, porque muitos dos produtos utilizados na adulteração danificam os componentes internos do motor - principalmente as borrachas.

É fácil perceber quando o combustível está fora das normas, porque o motor "reage" a uma gasolina ruim. Seu rendimento cai, há falhas no funcionamento e o consumo aumenta. Ao queimar gasolina adulterada, o motor cria resíduos que aderem às sedes das válvulas de admissão e à parede da câmara de combustão. Isso causa um desgaste prematuro dos componentes internos do motor e carburador, aumentando a emissão de poluentes.

O sistema de injeção de combustível, controlado por sistema eletrônico e com peças de alta precisão, também sofre desgaste excessivo. E a bomba de gasolina, que leva o combustível do tanque para o motor, fica danificada. Isso provoca falhas constantes na alimentação do combustível, dificuldade na partida e até a parada total do motor.

A adulteração da gasolina pode acontecer em praticamente qualquer uma das etapas de armazenamento e transporte pelas quais o produto passa antes de chegar ao consumidor final. A ANP empreende todo o esforço possível para coibir essa prática. O consumidor pode ajudar denunciando qualquer suspeita de adulteração de combustível e boicotando os postos que vendem gasolina de procedência suspeita.


Gasolina adulterada causa:

· Falhas no funcionamento do motor;
· Instabilidade da marcha lenta;
· Aumento no consumo de combustível;
· "Batida de pino" e engasgos no motor;
· Travamento das válvulas;
· Depósitos no pistão;
· Danos ao diafragma da bomba de combustível;
· Diluição excessiva do óleo lubrificante, causando desgaste dos mancais, cilindros e anéis de pistão;
· Danos à carcaça da bomba de combustível;
· Danos às juntas, retentores e componentes à base de borracha;
· Aumento na emissão e na periculosidade dos poluentes;
· Prejuízo para o meio ambiente, para a coletividade e para o seu bolso.

Para evitar o uso de gasolina adulterada:

· Abasteça somente em postos de confiança. O ideal é que eles se localizem no caminho rotineiro do motorista. Isso evita que, na pressa, o carro seja abastecido em um posto desconhecido.

· Use de preferência gasolina aditivada. É um combustível de qualidade superior e mais difícil de ser adulterado.

· Se não for possível evitar um posto "suspeito", solicite nota fiscal para poder comprovar a origem do combustível se houver problemas no motor causados pela gasolina.

· Não se iluda com preços muito abaixo da média de mercado e desconfie de preços promocionais. Combustível muito barato é produto resultante de adulteração, sonegação de impostos ou ambos.

Para economizar gasolina:

· Procure usar gasolina aditivada. Ela limpa os resíduos que se depositam no sistema de alimentação do motor, mantendo a regulagem por mais tempo.

· Ao sair com a motocicleta, acelere suavemente para atingir a velocidade desejada. Não dê arrancadas rápidas.

· Nas retomadas de velocidade, acelere suavemente e troque de marchas no tempo certo. Não "estique" as marchas nem as troque antes do tempo.

· Mantenha o motor regulado e faça revisões periódicas de acordo com as recomendações do fabricante.

· Calibre os pneus uma vez por semana - a calibragem correta pode ser checada no manual do proprietário. Pneus murchos aumentam o atrito com o solo, exigindo mais força do motor.

· Verifique periodicamente as velas, filtros e escapamento.

Dicas na compra de motocicletas usadas

Dicas para quem deseja adquirir motocicleta usada

Para comprar um produto em bom estado, todos os detalhes devem ser observados:
do funcionamento da parte elétrica à checagem da documentação

Encontrar uma motocicleta usada em boas condições não é tão simples quanto parece. Mais do que a aparência do produto, o consumidor deve estar atendo a detalhes que, muitas vezes, vão além de seus conhecimentos como usuário. Uma inspeção mais aprofundada pode ser feita através de um check-up - que deve ser realizado por uma concessionária autorizada.

A vistoria deve começar pela parte elétrica, onde a presença de algum problema fica mais evidente. Observe com cautela como se comportam as luzes de freio, piscas, lanternas, farol, painel e buzina. Estes são itens de segurança e, se não estiverem em ordem, podem acarretar multas ou até acidentes. Os cabos da embreagem, acelerador e freio também precisam ser cautelosamente checados. Veja se há presença de vazamento do fluido de freio ou o desgaste excessivo das pastilhas, e, no caso de freio a tambor, verifique o estado das lonas.

Uma das etapas que mais inspira cuidado é a análise do motor. Inicialmente, note se não está ocorrendo vazamento de óleo no cabeçote e nas tampas laterais, localizadas na parte inferior do motor. Em seguida de partida na motocicleta, aguarde o aquecimento do motor e a estabilidade da marcha lenta, acelere no pico do giro até o primeiro traço vermelho do conta-giros. Se a aceleração demonstrar dificuldade ou fadiga, pode significar, entre outros motivos, que a peça está com sua vida útil comprometida. Para tirar a conclusão final, acelere e desacelere contínua e bruscamente.

Veja se a fumaça eliminada pelo escapamento apresenta cor azulada. Caso a resposta seja positiva, o motor está queimando óleo e o mais prudente é não adquirir a motocicleta nesse estado. Também é interessante ouvir atentamente o ruído do motor, constatando a presença excessiva de "sons metálicos". Já a compressão pode ser medida através da redução de marchas em motocicletas com motores de 4 tempos. Nesta situação, o correto é o motor reduzir bruscamente a velocidade, durante a desaceleração.

Esteja atento à quilometragem. Não é aconselhável que esta seja muito alta. Em relação ao número do chassi, averigüe uma possível adulteração. Certifique-se de que a numeração está de acordo com a do motor. No caso de modelos Honda fabricados a partir de 1994, os números devem ser iguais. Se os mesmos estiverem diferentes ou a identificação do motor estiver apagada, desista da compra! A Honda recomenda que, antes de optar pelo produto, o motociclista cheque toda a documentação do veículo junto ao Departamento de Trânsito (Detran) de sua cidade. Não se esqueça de examinar o certificado de garantia e o manual do proprietário.

O quadro da motocicleta é outro item que precisa ser analisado. Cheque se a suspensão está perfeitamente alinhada e se a carenagem está bem encaixada. Caso perceba algo fora do normal no quadro, não efetue a compra. Uma motocicleta com este componente danificado poderá apresentar diversos outros defeitos. Observe atentamente os rolamentos e as buchas de suspensão traseira. Na dianteira, verifique possíveis vazamentos no retentor do cilindro interno das bengalas. Esses procedimentos podem ser melhor testados, pilotando-se o modelo em pisos acidentados.

Aliando essas instruções aos procedimentos corretos de pilotagem e à manutenção preventiva dentro dos prazos estabelecidos pelo fabricante, o usuário poderá desfrutar das sensações de liberdade, prazer e aventura oferecidas pelo veículo, com o máximo de segurança e tranqüilidade.