8 de fevereiro de 2010

Como Fazer Curvas

Como Fazer Curvas

Seguir uma trajetória correta nas curvas é algo fundamental para a segurança do motociclista. Na estrada, encontramos o mais variado gênero de curvas; de raio crescente, sucessivas, em variados ângulos... Como entrar, passar e sair corretamente com a moto, será a dica tratada do FRED!!

Equipe Moto Esporte
Para enfrentar uma curva devem seguir-se algumas normas básicas, válidas para todos os gêneros de motos, onde incluímos os atos a cumprir antes de entrar, no centro e na saída.

da curva
Na estrada encontramos variados tipos de curvas, saiba de algumas: de raio constante, as mais fáceis de negociar; com raio decrescente, talvez as mais complicadas porque “fecham” no final; com raio crescente que se abrem. Cada uma tem as suas características particulares e trajetória própria, mas todas apresentam três pontos vitais para correta e segura abordagem: ponto do começo da curva – momento em que iniciamos a inclinação; ponto do meio – o instante em que se entra no interior da curva, e ponto de saída, que tal como o nome indica, é utilizado para sair da curva até ao regresso da moto à posição vertical.


Antes de chegar a uma curva devemos ter em mente como efetuar a manobra e, supostamente, conhecer a curva em questão. Devemos também decidir qual a velocidade, quando e onde vamos frear, porque nem todos o fazem de idêntico modo. Realizar tudo isto permite circular com superior segurança, porque o nosso cérebro passa a coordenar antecipadamente todas as manobras.



As situações de pânico na hora de fazer uma curva, é por não se ter chegado à velocidade correta da curva, atingem-se geralmente devido a frenagem tardia, por não conhecer a curva ou outros imprevistos como manchas de óleo, sujeira, etc...

Curvas de raio Constante

INCORRETO

Nesta sequência observa-se a abordagem incorreta de uma longa curva à esquerda, antecipando o ponto de viragem e, consequentemente, o ponto de contato com a linha interna deixará em má situação para a saída. Uma curva deste tipo – longa, – não pode ser negociada com a trajetória vista, pois a moto terá tendência a sair para o exterior a partir do meio da curva. Para consertar a trajetória, deve-se reduzir a velocidade – estando com a trajetória e velocidade errada, vc terá que no momento em que devíamos acelerar –vc será obrigado a inclinar mais do que o necessário, para não terminar a curva fora da trajetória ideal e invadir… acostamento hahaha!!


CORRETO

Esta sequência mostra a trajetória correta na mesma curva. O ponto de começar deitar é substancialmente atrasado, mantendo a moto pelo exterior até à altura adequada para tomar o ponto da linha interna, que pela característica da curva encontra-se mais para frente que em uma de raio curto. Realizando a trajetória desta maneira e uma vez no ponto certo, poderemos acelerar com decisão graças ao correto posicionamento da moto na trajetória. A partir do ponto de aceleração devemos começar a endireitá-la, procurar o ponto de saída e assim aproveitar o espaço útil da faixa com a máxima segurança e eficácia.

COMO ENTRAR NA CURVA


Apesar de ser difícil explicar em detalhe cada uma destas manobras sem realizar exercício prático, como exemplo vamos partir de uma qualquer curva imaginária. Suponhamos que nos dirigimos de uma linha reta para uma curva à direita, de raio constante e com visibilidade. O fato de vermos a saída já constitui substancial ajuda para efetuar a curva com segurança mas, de qualquer modo, torna-se imprescindível realizar os seguintes passos: antes de chegar ao ponto de inclinar, devemos colocar-nos no lado oposto para onde se dirige a curva mas sempre na nossa faixa de rodagem, para a partir daí decidir onde e quando vamos frear – o fato de iniciar a frenagem no extremo oposto do lado para onde vamos curvar, aumenta a segurança. Quanto mais espaço tivermos para frear, melhor a podemos realizar.


Depois de frear e – se necessário – reduzir velocidades, soltar os freios e inclinar a moto para o interior da curva, até ao ponto de máxima inclinação. Portanto, é o instante mais delicado em termos de aderência. Por tal motivo, a partir de então aceleramos com suavidade até ao exterior da curva – tendo como espaço útil a nossa faixa de rodagem – para encontrar o ponto de saída, atingido quando recolocamos a moto em linha reta. Variar a ação num destes pontos, em especial a trajetória, é um erro que reduz as margens de segurança.



CURVAS DE RAIO DECRESCENTE


Estas são curvas que “fecham” no final da trajetória – se forem abordadas como as de raio constante, acabaremos inevitavelmente na faixa contrária ou acostamento. Para fazer de forma correta devemos “atrasar” a altura de entrar na curva, mais do que uma curva constante – você terá que contornar a curva pelo exterior à velocidade adequada para o efeito, chegando assim praticamente a uma única trajetória na máxima inclinação, com atenção posta no seu ponto de saída. Assim, será fácil acelerar porque a inclinação da moto foi constante, mesmo quando ela fecha no final e nessa hora vc terá que estar do lado interno da curva, ficando-se com razoável margem de segurança para encarar o final da curva. Na prática, toda a manobra se baseia no ato de “frear”, com a finalidade de ir ao encontro do ponto de inclinação máxima, neste tipo de curvas, estará sempre mais adiantado para o fim que em qualquer outra situação. A forma desta curva é por hábito larga, com pouca visibilidade para o final e de difícil execução.


CURVAS DE RAIO CRESCENTE


Como o seu próprio nome indica, trata-se de um tipo de curva que apresenta condições contrárias às de raio decrescente, significando que o seu traçado abre no final, permitindo uma saída cômoda e fácil.


É habitual entrar por instinto de modo rápido, devido à sensação de amplitude que proporciona a visualização da saída, e que em princípio garante maior comodidade no final da curva. Na realidade, o ponto de entrar na curva surge mais cedo que nas de ponto decrescente, devido a estas curvas serem largas e possuírem boa saída; por isso, deve-se iniciar a trajetória em busca do ponto máximo de inclinação mais cedo do que as outras. Fazendo corretamente a manobra, a saída será muito cômoda e permitirá decidida aceleração.


EM SEGURANÇA


Conseguir uma trajetória ideal passa por realizar corretamente o primeiro ponto e os seguintes, porque na verdade estão profundamente ligados; se, por exemplo, nos anteciparmos no primeiro, atingimos demasiado cedo o segundo (ponto) e, por conseguinte, abriremos em excesso a saída da curva, ou inclinaremos demasiado a moto pondo em causa a aderência, com possível deslocação para a faixa contrária ou acostamento. Uma coisa deve ficar clara: quanto menos inclinarmos, mais segurança teremos, e inclusive velocidade – erradamente, muitas vezes confunde-se uma acentuada inclinação com uma deslocação rápida.

Isso é um grande erro...
Não se esqueçam que uma trajetória bem executada permite acelerar a partir do ponto máximo de inclinação, oferecendo garantias de segurança superiores.



Não duvidem: quanto mais inclinados estiverem, menos poderão acelerar.
NÃO PROCURE PROBLEMAS...



Um resumo, aqui os erros mais comuns na negociação de curvas, e eventuais conseqüência.

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Travar bruscamente quando entramos inclinados numa curva: isso levar-nos-á para o exterior. Quando se inicia a inclinação toda a frenagem já deve ter sido realizada...



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Confiar no estado aparente do piso: no meio da curva podem aparecer ondulações, manchas de óleo... impõe-se conduzir sempre com grande margem de segurança em estrada aberta.

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Atingir o ponto máximo de inclinação em freando: garante saída para o exterior e possível queda, pois é o momento de maior inclinação da moto.



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Sair da faixa de rodagem para negociar a curva – seja à entrada ou saída: coloca em risco a nossa integridade física e em perigo os veículos que circulam em sentido contrário.

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Acelerar antes de sair do ponto máximo de inclinação: mais uma razão para sair rumo ao exterior!



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Entrar na curva com uma “mudança” demasiadamente alta, e reduzir no meio ou à saída da curva: à entrada da curva já devemos ter engrenada a velocidade certa.

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Antecipar o ponto de inclinação: implica retificar a trajetória a meio da curva ou permanecer demasiado tempo inclinado, com os riscos consequentes.



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Tirar uma mão do guidão em plena curva: nem para saudar outro motociclista, pois com as motos esportivas existentes na atualidade, será bastante provável que a alteração de forças produza uma balançada brusca no guidão.

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Fazer a curva com a embreagem pressionada: imprudência temerária, pois impede a retenção do motor e destabiliza a moto.



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Ultrapassar um veículo em plena curva: ainda que exista visibilidade e seja permitido, esse veículo pode esconder-nos algum obstáculo do terreno.

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Retardar excessivamente a frenagem em terreno desconhecido: pois não se sabe que tipo de curva aparece pela frente...



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Um conselho final: em piso molhado, nunca atuar como em piso seco. Com chuva, estrada molhada ou asfalto úmido... no mínimo, aplique-se mais 50% de prudência e suavidade em todas as ações sobre a moto.

7 de fevereiro de 2010

Conduzir em grupo

Conduzir em grupo

Em seguida apresentamos algumas regras para a boa condução em grupo. Afinal, de vez em quando gostamos de nos juntar aos amigos, quer sejam concentrações, passeios,etc... O Moto Esporte aconselha prudência para que seja uma viagem inesquecível apenas por boas razões.rs....

1. Verificação das máquinas>>> A primeira situação a verificar no caso da condução em grupo é o estado das motos. Devem verificar-se se estão devidamente equipadas, se não têm pneus "carecas", e se não apresentam condições propícias a acidentes. E se em grandes grupos por vezes não se conhecem todos os elementos, não é ter atitude de "fiscal", mas há que ter a certeza que os seguros estão em dia. Afinal, nunca se sabe o que pode acontecer pelo caminho.

2. Itinerário>>> Não há nada pior na estrada do que não sabermos onde estamos, para onde vamos e por onde vamos. Criam-se situações em que os motociclistas estão demasiado ocupados a olhar para as direções que os outros estão a tomar, e descuidam das regras de segurança no trânsito. Resultado: grandes probabilidades de acidente. Faça um itinerário detalhado e distribua. Também é aconselhável uma cópia do mapa de estradas da zona com o percurso assinalado. Apesar de uma viagem em grupo não ser um «Dakar» também é aconselhável a elaboração de um «road-book», em que se assinalam as mudanças de direção. Convém prever as principais paradas e assinalá-las também.

3. Ultrapassagens>>> Se o trânsito não se apresentar denso, as ultrapassagens processam-se em grupo e apenas nas áreas do trajeto em que existe uma boa visibilidade. Sempre deixe a moto da frente chegar à nova posição antes de se iniciar outra ultrapassagem por parte de outro elemento.

4. Distâncias de segurança>>> Não siga a moto da frente demasiado perto. Guarde a «distância de segurança» necessária para evitar cenários mais negros. É uma regra de ouro, principalmente se o piso estiver úmido e/ou escorregadio.

5. Prever manobras>>> Ao chegar a um local de mudança de direção use os piscas e não hesite em dar pequenos toques no freio. Assim acende a luz que previne os restantes que algo se está a passar. No caso de obstáculos como gravilha ou pedras faça movimentos com os braços avisando.

6. Vigia mútua>>> Se estiver no grupo que segue mais à frente, não deixe de «vigiar» os motociclistas que estão atrás. Existem situações inesperadas como furos ou falta de combustível. Assim evitam perder-se uns dos outros. Aos que vão no grupo de trás aconselha-se que avisem os outros que algo inesperado lhes está a acontecer através de sinais de luzes.

7. Condução em escada>>> No caso das retas aconselha-se a condução em escada. Ou seja, na mesma via, uma moto do lado esquerdo, outra no direito, depois novamente uma à esquerda e outra no direito e por aí em diante. O líder do grupo deve estar à esquerda para visualizar melhor a frente e a retaguarda. Nas frenagens bruscas e urgentes, cada um deve manter-se no seu lado para permitir maior margem de manobra.

8. Olhar em frente>>> Apesar de ser um grupo, não mantenha os olhos nas rodas da moto que lhe precede. Se o moto da frente cometer um erro, você junta-se a ele na asneira ou no acidente. Olhe em frente. Mantenha atenção à estrada e um campo de visão abrangente. Nas curvas, as regras de condução são as normais para permitir que cada um escolha uma boa trajetória. Devem então seguir em fila indiana.

9. O Celular >>> É sempre aconselhável possuir um desses aparelhos modernos que permitem a fácil comunicação em qualquer local. Em caso de acidente pode-se facilmente obter socorro, e no caso de alguém se perder terá sempre um meio de contato. Ao distribuir o itinerário, tenha o cuidado de indicar um número onde o líder esteja contatável para qualquer eventualidade.

1 de fevereiro de 2010

Montando um Angel Eyes para seu veículo

Montando um Angel Eyes para seu veículo

Material Necessário

Antes de tudo, é interessante ter este material a mão antes de iniciar o tutorial, para que não seja necessário parar o projeto enquanto se procura por determinadas partes. A lista parece longa mas a maioria do material é bem barata.

- Vara de Acrílico (persiana horiz.), LEDs (2 para cada arco), Resistores, Faca ou serrinha, Fios / Cabos, Silicone Adesivo, Luvas, Pote (diâmetro do arco), Fita isolante, Papel Alumínio (opc.), Secador de cabelo, Fogão, Ferro de Solda, Alicates, Grampos.

Ao invés de usar a vara redonda usada pela BMW, vamos usar uma vara de cristal de acrílico. Comprada por R$ 5,50 o metro (daquelas varas usadas em persianas horizontais, para abrir/fechar) em uma casa especializada em decoração e persianas.

Nem todas as loja tem apenas a vara a venda, então talvez dê algum trabalho para achar. A vara tem forma hexagonal e não redonda como as da BMW, mas funciona muito bem.

A primeira coisa a fazer é criar um círculo da vara. Determine a circunferência do círculo medindo o diâmetro do projetor do farol que é de 10cm (5cm de raio). Você terá que cortar a vara aproximadamente 32cm. Eu sugiro cortar em 38cm e usar a sobra para poder dobrar o círculo.

A seguir, pegue um pote ou jarra que tenha aproximadamente o mesmo diâmetro que o círculo. Depois de aquecer a vara no forno do fogão por 5 a 7 minutos, segure as duas pontas da vara, agora flexivel, e enrolei ao redor da lata com uma ponta passando sobre a outra. Pra não queimar os dedos ponha uma luva. A vara ficará rígida novamente em 30 segundos, então provavelmente será necessário aquecê-la novamente para poder fazer um círculo perfeito.

Ao enrolar a vara na lata, tenha certeza de que um dos latos chatos está virado para baixo e não uma das pontas. Isto será importante posteriormente. Para conseguir isto, basta fazer todo o processo sobre uma superfície lisa (mesa, pia, etc). E tome cuidado para não girar a vara ao enrolar.

Após feito o círculo, corte as sobras das pontas. Você verá que provavelmente uma ponta ficará mais alta que a outra, não entre em pânico, basta colocar uma última vez no forno pra tudo voltar ao normal. Mas é melhor manter assim, pois posteriormente será muito mais fácil para furar as pontas.

Para testar como o arco ficava iluminado, pode-se colocar um soquete com uma lâmpada halógena normal.

“- Ei, peraí, isto não parece nada com um Angel Eye!”

Tá, isso é normal por que a luz segue em uma linha reta e segue o curso de qualquer forma em que ela possa passar. Neste caso, ela segue do início ao fim do arco, como uma fibra ótica

Para iluminar o arco como o verdadeiro Angel Eye, temos que fazer a refração da luz conforme ela passa, fazendo diversos cortes ao longo do arco, usando uma pequena serra circular ou uma faca mesmo. Cada corte/canal deixará a luz “escapar” do arco. Cada corte terá aproximadamente de 2 a 3mm de largura e 1mm de profundidade.

Não faça os cortes muito próximos. Isto fará o arco parecer um arco iluminado contínuo. Eles tem um visual melhor com os cortes mais destacados.

Dica: Para conseguir que os cortes fiquem perfeitos, corte no sentido horário. Você só precisa fazer os cortes em 1 dos 6 lados, fazendo com que o lado dos cortes sejam o lado de trás do arco, o que vai ficar virado para dentro do farol. Fazendo os cortes em mais de 1 dos lado vai fazer com que o arco pareça mais escuro em determinados pontos, pois grande parte da luz já terá “escapado” antes de chegar ao final do arco.

Quando olhado de frente, o arco parece ter os cortes aumentados por causa do efeito da refração. Este será o mesmo efeito sofrido pela luz.

Cortes no arco vistos por trás

Pela frente os cortes são multiplicados pela forma hexagonal

Arco já com os cortes

Angel eye com luz de fundo

Close na luz sendo refletida nos cortes feitos no arco

Ao contrário das lâmpadas halógenas, os LED’s são muito eficientes, duram muito tempo (sem filamento para queimar) e produzem muito pouco calor. O LED junto com o resistor usam menos de 1W de potência, comparado aos 35W da lâmpada halógena usada nos BWMs. LED’s são brilhosos mesmo quando estão com apenas 1mcd. Se você já apontou aqueles chaveiros com LED’s pros olhos você sabe disso. Além do mais, o propósito dos Angel Eyes é apenas estético, e não iluminar a rua.

LED’s são usados em sinalização da rua, televisões, etc, para sua eficiência e segurança. Eles brilham durante o dia também. Por isto estão sendo usados em traseiras e brake-lights, como pode-se notar nas novas Mercedes Classe S e outros carros. Uma característica distintiva dos LED’s é que eles ligam/desligam instantaneamente. Os LED’s existem em diversas cores: vermelho, azul, laranja, amarelo, verde e branco. O vermelho fica show e vai definitivamente destacar o seu carro. Eles também existem em multi-cores e piscantes – quem quer fazer uma árvore de natal…

Led Amarelo Led Azul
Led Vermelho Led Branco

Os preços do led vai variar de R$ 0,10 a R$ 8,00 dependendo da cor e tipo. Note que o LED não écomo a lâmpada halógena, que você pode simplesmente ligar a alimentação. Os LED precisa de um resistor para limitar a tensão/corrente de alimentação. O LED precisa apenas de uma pequena corrente para acender. Os resistores são bem baratos, geralmente na ordem de R$ 0,10 a R$ 0,50.

Os resistores tem diferentes valores de resistência. Para calcular o valor correto use a seguinte fórmula: Ohms = ( V.bat – V.led ) / Amp.led. Onde V.bat = voltagem da bateria V.led = voltagem do LED, Amp.led = Amperagem do LED

Quando você compra o LED, ele terá especificado a voltagem e amperagem (pergunte ao lojista que vender). Use os valores na fórmula para ter o resistor. No caso de uma bateria de 12V e um LED de 3.6V e 20mA. Então o resultado é um resistor de 420Ohms. Você pode usar um resistor menor para iluminar mais o LED, por exemplo 220Ohms. Eu faço isto já fazem 2 meses e nada deu errado.

Além disto, é necessário colocar o resistor no terminal positivo do LED (o mais longo).

LED Branco. O positivo é o terminal mais longo Um LED 1100 vs um 2000 mcd. PS: mcd (milli-Candela) mede o brilho.
um resistor 220 ohms. Resistor conectado ao positivo do LED

Para segurar o LED dentro do arco, faça um furo com uma furadeira nas duas pontas do arco. Uma broca de 5mm ou 6mm já faz o serviço. Use dois LEDs da cor de sua preferência e una os dois paralelamente. Depois de soldar fios bem compridos ao positivo e negativo dos LEDs, enrole tudo em fita isolante. Para depois ligar os fios ao da lanterna ou outro de sua preferência.

A seguir, insera os LEDs dentro dos buracos do arco e novamente enrole tudo com fita isolante pra esconder os LEDs. Isto também faz com que os LEDs fiquem bem firmes no lugar. NÃO PINTE O ARCO!!! Isto é muito importante, pois a tinta preta irá absorver a luminosidade e a luz ficará mais fraca. Se você quiser tapar a parte não usada do arco, enrole por baixo da fita isolante papel alumínio, que vai ajudar a refletir a luz.

Arco com buraco de 5mm LEDs dentro do arco

Fita isolante segurando e protegendo os LEDs

O passo seguinte é colocar os arcos dentro do farol. Em primeiro lugar, temos que abrir o farol, tirando a sua lente. Isto pode ser feito de diversas formas, aquecendo em uma boca do fogão, com soprador térmico/secado de cabelo até derreter o silicone. Este passo requer muita paciência, pois dependendo da cola, pode demorar um pouco até que derreta. Tome cuidado com a cola derretida pois ela tem tendência a grudar em qualquer objeto próximo. Você pode usar uma faca ou um chave de fenda para tirar a cola.

Cola derretida

Partes do farol separadas com o Angel Eye já colado ao projetor

Cole o Angel Eye usando silicone adesivo. Apliquei apenas uma pequena porção de silicone para colar.

A seguir é preciso colocar a lente do farol de volta. Use a mesma cola, apenas aqueça ela. Caso seja necessário, adicione mais um pouco de silicone adesivo.

Assim que a cola estiver mole novamente coloque a lente no lugar. Lembre-se de colocar pressão para firmar a lente no local e não deixar passagens de ar (por onde entrará água depois). Você pode usar grampos ou alicates para fazer pressão e não precisar ficar segurando a lente no lugar.

Farol sem o Angel Eye Farol com Angel Eye
Angel Eye originalmente com luz halógena Alicates pressionando a lente

Finalmente, coloque o farol de volta do carro. Usando um resistor de 220Ohms, ligado ao positivo do LED, pode-se conectar a uma chave independente, a do farol, ligar a lanterna, a seta, etc. O alarme também pode ser conectado, então quando armado ele piscará 1 vez ao ser armado e 2 vezes ao ser desarmado. Legal.

Este tutorial deve dar uma idéia de como criar um Angel Eye caseiro. Não é muito profissional, mas é o jeito de se improvisar sem gastar muito dinheiro. Não se preocupe, a maioria dos motoristas por aí nem iria notar a diferença. Se você for fazer isto no seu carro, tenha todas as ferramentas e alguma habilidade em trabalhos manuais. Não seria bom ver ninguém arruinando com seus faróis.

Teste o Angel Eye fora do farol antes que este seja aberto. O procedimento para abrir o farol pode ser diferente dependendo de cada modelo/carro.