17 de março de 2013


Valentino Rossi mostra a nova Yamaha Factor 2014 (Foto: Divulgação)Valentino Rossi mostra a nova Yamaha Factor 2014 (Foto: Divulgação)





Fonte: G1
O principal piloto de motovelocidade da atualidade, Valentino Rossi, participou nesta sexta-feira (15), em São Paulo, da apresentação da nova Yamaha Factor 125, que recebeu sutis alterações para o modelo 2014. Retornando à equipe japonesa na temporada 2013, após dois anos sem sucesso na Ducati, o italiano fez o papel de "garoto propaganda" da empresa e mostrou a novidade ao público pela primeira vez, após o modelo ser divulgado na quinta-feira (14).
Valentino Rossi mostra a nova Yamaha Factor 2014 (Foto: Rafael Miotto/G1)Valentino Rossi dá autógrafos após mostrar a nova
Yamaha Factor 2014 (Foto: Rafael Miotto/G1)
Durante a coletiva, o piloto deu suas impressões sobre São Paulo, que visitou pela primeira vez. “Cheguei hoje e a cidade é muito grande, é um pouco difícil entender as coisas. Vir ao Brasil é sempre bom e as pessoas são ótimas", disse Rossi, que já foi ao Rio de Janeiro algumas vezes. “Nos últimos dias me falaram que para rodar em São Paulo só de helicóptero ou de moto”, comentou o piloto sobre o trânsito na cidade.

Já sobre a utilização de motos, o italiano deu alguns conselhos aos brasileiros. "A moto é uma boa solução para o trânsito, mas é necessário tomar cuidado. É necessário ficar atento às portas dos carros, se alguém abrir quando estiver passando”, acrescentou o italiano.
Nova moto para o mercado brasileiro
Muito diferente das supermotos que Rossi utiliza nas pistas, a Factor é um modelo utilitário de baixa cilindrada destinado à cidade. Além de deixar a logo YBR de lado, a moto passou por sutis alterações em seu visual e agora conta com nova versão de entrada, a K1, que custa R$ 5.390, a partir de março. Segundo a fabricante, houve redução de até R$ 500 nos modelos K, E e ED - veja tabela abaixo na reportagem.
Lista de preços da Yamaha Factor 2014:
K1 – R$ 5.390 (básica)
K – R$ 5.690 (marcador de combustível)
E – R$ 6.120 (partida elétrica)
ED – R$ 6.490 (partida elétrica, rodas de liga-leve e freios a disco)
Apesar de seguir com o mesmo motor e não contar com mudanças profundas, a marca chama o modelo de “segunda geração”."O nome oficial, registro, continua tendo YBR, mas no mercado percebemos que os consumidores aderiram ao nome Factor", informou a Yamaha ao G1, em comunicado. Além do propulsor, chassi e suspensão se mantiveram os mesmos da YBR 2013. Esta é a terceira alteração que a YBR recebe, desde seu lançamento, em 2000.
Valentino Rossi dá entrevista em São Paulo (Foto: Divulgação)Valentino Rossi dá entrevista em São Paulo
(Foto: Divulgação)
As principais alterações ocorreram no visual, que agora conta com grafismos mais límpidos. Segundo a empresa, o tanque foi alterado, proporcionando melhor encaixe para as pernas do motociclista. As carenagens que envolvem o recipiente de combustível e o para-lama dianteiro são novos, assim como o plástico protetor localizado entre o motor e o assento.
Seu escapamento também foi alterado e tem novo protetor. A traseira está mais afilada e o painel possui novo mostrador em branco. O tradicional logo “YBR” foi extinto do modelo e apenas o "Factor", presente na moto desde 2009.
Yamaha Factor K1 2014 (Foto: Divulgação)Yamaha Factor K1 2014 (Foto: Divulgação)
Mesmo com a injeção eletrônica já fazendo parte da YBR 125 vendida na Europa, a marca optou por manter a versão carburada para o Brasil. "A intenção é oferecer um modelo de qualidade e acessível a realidade brasileira. Objetivando também os custos com a manutenção", declarou a Yamaha.

O rendimento do motor monocilíndrico de 124 cilindradas permanece o mesmo, com 10,2 cv a potência a 7.800 rpm e 1.0 kgfm a 6.000 rpm. De acordo com a Yamaha, o carburador da Factor tem acionamento a vácuo e sensores que permitem economia, sem perder eficiência.
Houve uma pequena de redução no conjunto, que passou a 105 kg (K1/K/E) e 107 kg (ED) - antes as versões E e ED tinham 112 kg, enquanto a K pesava 110 kg. O tanque segue com capacidade máxima de 13 litros.
Nova versão “para iniciantes”
Além das tradicionais opções K, E e ED, a Factor ganhou nova K1 que, segundo a empresa, trata-se de uma “versão de entrada para novos motociclistas” e é a mais básica de todas e possui cor com misto de vermelho e preto. Na sequência vem a K, que tem partida a pedal e freios a tambor, nas cores vermelho, preto e azul. Tanto K como K1 estão esquipadas com pneus Levorin, enquanto E e ED contam com Metzeler – marca da Pirelli.

Com partida elétrica e freios a tambor, a versão E custa R$ 6.120 (preto, vermelho e azul). A top de linha ED recebeu novo sistema de freio a disco, além de contar com rodas de liga-leve e partida elétrica. Custando R$ 6.490, o modelo ED tem variedades de cores branco, preto, vermelho e azul. Na linha 2013, a K custava R$ 5.890, a E R$ 6.520 e a ED R$ 6.990.
Yamaha Factor ED 2014 (Foto: Divulgação)Yamaha Factor ED 2014 (Foto: Divulgação)
Painel da Yamaha Factor 2014 (Foto: Divulgação)Painel da Yamaha Factor 2014 (Foto: Divulgação)

Japão consegue extrair gás a partir de hidrato de metano

hidrato de metano é a mescla de dois componentes, o hidrato de gás e o metano, que são os que mais abundam em estado natural.

Ainda que até umas décadas eram vistos como um problema porque atacavam os dutos que se usavam para extrair gás natural, hoje são tratados como futuras grandes fontes (maiores inclusive que as existentes na forma de bolsas) de gás natural, inclusive que o restante dos hidrocarbonetos somados.


Fonte: G1http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/03/japao-consegue-extrair-gas-partir-de-hidrato-de-metano-pela-1-vez.htmlCientistas japoneses conseguiram nesta terça-feira (12), pela primeira vez, extrair do fundo do mar um gás a partir de hidrato de metano, fonte de energia que poderia salvar o país da deficiência energética.Após vários anos de preparativos, o primeiro teste começou na manhã desta terça, informou o ministro da Indústria japonês, Toshimitsu Motegi."Pretendemos consolidar as tecnologias para explorá-las comercialmente", explicou."Conseguimos produzir um pouco de gás nesta manhã, quatro horas depois do início do teste", afirmou uma fonte do ministério.O objetivo é alcançar uma extração estável durante duas semanas.Motegi manifestou satisfação, pois tecnicamente a produção de gás a partir de hidrato de metano é mais complexa que a de gás de xisto, considerado por alguns como um recurso revolucionário.O teste da extração, coordenado pela empresa estatal japonesa de Petróleo, Gás e Metais (Jogmec) e pelo Instituto de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada do Japão, aconteceu na costa do município de Aichi.O experimento, realizado a mil metros de profundidade marinha, consiste em provocar uma queda de pressão para recuperar o gás, preso na água de forma cristalina. O fundo do mar do arquipélago japonês contém grandes quantidades desse recurso."O Japão está cercado (por esse gás), mas, por exemplo, é encontrada pouca quantidade dele nas costas do leste da África. Isso se explica porque os hidratos de metano se encontram presentes sobretudo em lugares fortemente sísmicos", explicou Chiharu Aoyama, especialista em recursos energéticos.Segundo estimativas, o Japão teria quantidades de gás equivalentes a um século de consumo energético. Atualmente, o país depende da produção estrangeira, pois importa 95% da energia que consome.Além disso, o consumo de gás no país aumentou nos últimos dois anos, desde que a grande maioria dos 50 reatores nucleares locais foram paralisados após o acidente de Fukushima, em março de 2011.O atual governo considera a situação como algo economicamente insustentável e propõe retomar a operação dos reatores atômicos, considerados seguros."Desejo que chegue rapidamente o dia em que o Japão possa usar seus recursos naturais e consiga superar um a um todos os obstáculos", declarou Motegi.Os hidratos de metano foram descobertos há dois séculos, mas até agora nenhum país havia conseguido extraí-los, pela dificuldade técnica e pelo alto custo da perfuração de um poço no fundo do mar.Os avanços tecnológicos do Japão, o país mais avançado nesse campo, são essenciais. O país criou em 2001 um consórcio para explorar os hidratos de metano. O projeto de pesquisa, que deve prosseguir até 2019, prevê um segundo teste de extração entre 2014 e 2015.Esse tipo de gás é teoricamente adequado para o transporte de longas distâncias e, eventualmente, poderia competir com o gás natural liquefeito (GNL) ou com o gás de xisto. Uma das principais vantagens é que a temperatura e a pressão necessárias para sua estabilização são menos restritas que as do GNL.